simplesmente simples

Saturday, October 28, 2006

post amargo

Sim, estou de mal humor. E não estou fazendo o menor esforço para mudar isso...

Só para deixar registrado o meu descontentamento com:
*esse calor maldito que impede que eu consiga dormir
*aqueles bichos aquerosos também chamados de pernilongos
*o meu irmão menor por ter quebrado o meu ventilador e ter me condenado a tentar dormir no inferno, também conhecido como meu quarto
*ao meu amigo problemático de BH, que acho mesmo que tá precisando de algum tipo intensivo de terapia
* a essa porcaria de TV, que não passa nada de bom

Por enquanto está bom. As outras reclamações são pessoais demais para ser colocadas aqui... mas elas ainda existem.

Wednesday, October 18, 2006

Peraê... nós não estamos em outubro?

Post rápido só para constatar o estranho fato verificado nos supermercado da minha cidade.
Estamos em outubro. Mais precisamente no meio de outubro. Ainda faltam cerca de dois meses para o natal, certo?

Então porque diabos já tem panetone e chocotone nas prateleiros do supermercado?


Parte da magia natalina é que é uma época única, onde você ganha presentes, tudo fica decorado, e tem panetone. Isso acaba com metade da poesia do Natal. Não me espanta que as crianças são tão céticas hoje em dia.
Como acreditar em Papai Noel com chocotone à venda em outubro??

The wall e a perseverança

Eu acho a perseverança uma qualidade admirável do ser humano. Acho mesmo, de verdade. É sempre muito bom ter alguém que não desiste na primeira adversidade que bate à porta e todas aquelas coisas bonitas que a gente lê nas embalagens de bala...
Mas para tudo tem um limite!!!

Quando seu vizinho põe na cabeça que vai se tornar um ás da guitarra e começa a praticar todas as tardes, você engole a raiva (ele parece que adiviinha e começa a tocar bem na hora da novela!!) e pensa 'ele é uma pobra alma perseguindo um talento, deixa ele...' e aumenta o volume da TV e tenta ignorar as notas desafinadas vindo da casa ao lado...

Mas quando ele começa a tocar os primeiros acordes de The Wall semparar durante três meses (é, eu disse três meses...) você começa a pensar que ele pode ter uma séria disfunção. Três meses e tempo suficiente para alguém aprender a tocar uma música. Principalmente se esse alguém passa TODAS as tardes de TODOS os dias praticando na varanda da casa dele!
Estou considerando seriamente o pensamento de que ele tem alguém problema sério que o impede de guardar na mémoria a sequência de notas da música. Ou isso ou ele é muito ruim mesmo... embora ninguém possa negar que ele seja perseverante.

Sunday, August 20, 2006

Comentário breve: começou o show de horrores, ou, como é conhecido nacionalmente, o horário eleitoral gratuito.
Eu sou a favor de legendas em propagandas. Mas, pelo amor de tudo o que é mais sagrado, ao menos escrevam corretamente!
Pois eu digo desde já que um partido descente não tem o meu voto!

Eu sei que eu deveria tomar vergonha na cara e pelo menos escrever aqui de vez em quando. Deveria...


Nesta semana uma prima minha fez dezoito anos. E todo mundo ficou 'nossa, agora ela é maior de idade, pode fazer o que quiser'. E eu fiquei pensando no meu canto o que diabos iria realmente mudar na vida dela esta idade?
- Mas jah tow na auto-escola issu eh bom... - ela digitou quando perguntei qual era a grande diferença.
Grande coisa.
Não é como se pessoas com menos de dezoito não pegassem o carro dos pais e saíssem por aí. Não é o que eu chamo, exatamente, de um grande avanço na vida de alguém.

E todo aquele desenvolvimento psicológico que se ouve falar? De que quando se atinge a maioridade se tem uma visão mais completa do mundo, cresce, amadurece e não sei o que mais...
Não acredito que quando eu finalmente for maior de idade (quando poderei tirar carta, mas ainda assim não poderie casar sem a permissão dos meus pais) algo muito drástico vai mudar na minha vida.
Não ficarei mais sábia porque acresceitei um alagrismo na minha idade. Ficarei mais velha, isto sim.

E velhice não é sinônimo de sabedoria.

Sunday, July 16, 2006

esperas telefônicas

É, a Copa acabou. E o Brasil perdeu da França como todo mundo com bom senso já esperava. Pelo menos a histeria patriótica teve fim e ainda deu para dar risada: Zidane atacando de touro na final foi a melhor parte do jogo.

Agora, isto nem é o assunto sobre o qual quero escrever. E sim, sobre as esperas telefônicas, que não passam da forma mais moderna de tortura.
Você liga para qualquer serviço de atendimento ao cliente, ou até mesmo para o serviço de algum conhecido, e é brindado com o melhor da música instrumental feita especialmente para estes momentos que você passa em frente ao telefone sentindo o precioso tempo escorrer pelos seus dedos.
A demora é tanta que você acaba desistindo e desligando o telefone.
O que, ninguém em tira da cabeça, é o objetivo. Assim no final do mês eles podem dizer que não receberam enhuma reclamação. Claro, ninguém aguentou duas horas de Kenny G!

Se algum dia tiver uma empresa, o diferencial dela sera a espera telefônica. Não, você ainda terá que esperar. Mas desta vez com qualquer outra música, valendo até 'se ela dança eu danço' ao invés do som do piano.

Sunday, June 04, 2006

ékissa

"Ékissa- é nóis Brasil"
Inscrição de uma camiseta vista em frente ao portão da minha casa semana passada.

"Faltam cinco dias para a Copa da Alemanha. Vai que é tua, Brasil."
Propaganda, que com suas devidas variações, passa a cada três sugundos no rádio.


Época de Copa do Mundo é o caos total. E para pessoas que tem deficiência de algum tipo, pessoas que não gostam de futebol a ponto de terem um infarte se o time não ganha, pessoas como eu... esta época é um pesadelo.
Não se tem mais nada passando na TV. Não se tem outro assunto na roda de amigos. O rosto dos jogadores de futebol estao estampados em todos os produtos, desde o salgadinho a pasta de dente. Verde amerelo em todos os lugares. Se você entrar num aloja querendo comprar uma roupa preta, é capaz da vendedora te dar um sermão sobre patriotismo enquanto te empurra uma adorável blusa verde.

Deixem que eu faça o meu próprio patriotismo.
Se importar com o seu país, para mim, é mais do que comprar uma corneta e torcer nos jogos.
Bem mais...

Wednesday, May 17, 2006

Terrorismo emocional

OK... me chamem de maluca, de alienada, do que seja...


Segunda-feira foi o início do caos. Tudo começou com algumas bareiras policiais em frente a delegacias e ao fórum da cidade. Consequência direta da onda de revoltas nos presídios paulistas. Algumas cidades vizinhas receberam retaliações reais como atentados contra órgãos públicos.

Então, incediaram um ônibus aqui.
Pronto. Fecharam o comércio sem avido prévio. Esvaziaram escolas, cancelaram aulas, boatos de tiroteios, bombas e mortes voavam tão rápido como só uma boa fofoca pode fazer.
Em menos de meia hora, recebi quatro teelfonemas me contando tudo o que se podia saber sobre a situação do páis. Que tinha um morto no supermercado. Que explodiram a prefeitura. Que teve tiroteio na Universidade. Que... Que... Que...
Um verdadeiro caos se estabelecu na minha cidade, com pouquíssimos ou quase nulos motivos reais. As pessoas se tornam irracionais num momento como esse, o que torna toda a situação uma bomba ainda ais difícil de desarmar.
As vezes me pergunto se o terror que os bandidos exercem sobre as pessoas não acabad sendo uma arma mais eficaz do que metralhadoras.

Tuesday, May 09, 2006

Fim de uma era

Fim de uma era de quatro meses. Mas não deixa de ser uma era...
Com a minha internet com os dias contados - data para execução: dia 15 de maio- este blog ficará daquele jeito...
Postarei quando tiver um computador com internet na minha frente.
O que será cada vez mais raro...

Cinderela Baiana e outras cositas mas

Hoje foi um dia recheado de descobertas.
Não é sempre que ficamos sabendo da existÊncia de um clássico do cinema nacional estrelado por Carla Perez, com o singelo nome de Cinderela Baiana.
Ainda não vi para dar a minha opinião. Mas faço questão de procurá-lo na locadora mais próxima. No mínimo, deve me garantir boas risadas...

Mas não só de boas notícias se faz um dia.
TIve uma revelação (isto não é nome de filme) quando saía da escola à tarde. Não aguento mais a escola. Mas não no sentido que toda criança diz quando chega no final de junho.
Simplesmente estava cansada de olhar para os mesmo prédios o tempo todo. Para os mesmos bancos. Para as mesmas caras. Ter as mesmas conversas e aprender as mesmas coisas... sempre tudo tão igual, tudo tão...
Quis deseperadamente mudar. E no meu caso, isto é algo meio inédito. Hoje, se alguém me oferecesse um estágio na Suiça, largava tudo e tentava a sorte. Tentava a sorte pelo simples prazer de fazer algo que não seja a rotina.
Porque a rotina mata.
E eu já estou em estado terminal.